Abril 28, 2008

Escape Velocity

O nome do episódio não corresponde à realidade dele. Velocidade, onde? Achei tudo muito, muito parado. Ia dizer que era um episódio de “ligação”, onde nada de prático acontece de fato, mas lembrei que acontecem coisas sim, só que só com o Baltar. E, desculpa, embora eu adore o personagem, I really don’t care about it. Uma guerra religiosa só é interessante quando vocês se importa com pelo menos uma das religiões envolvidas. Guerra de religiões fictícias dá um sono desgramado. E as “missas” dos deuses de Kobol, para mim, tiram o foco da “realidade” da série. Acho chato. Reconheço a importância para a série, mas *sono*.

A única parte que eu achei interessante na briga toda foi o discurso do Baltar no final. “Vocês são perfeitos”, “Deus te ama como você é”. Deus deixa de ser o cara do mau (Velho Testamento?) e vira um cara que te ama apesar dos seus defeitos. Um paralelo interessante. Pena que eu tive que aturar meia hora de inutilidades e destruição de imagens de deuses de mentirinha para chegar nisso.

De resto, um episódio para encher lingüiça. O único ponto alto foi a discussão do Tyrol com o Adama. Sensacional o desabafo dele. E que abre duas perguntas importantes, que eu não tinha pensado antes. Se ele ainda é apaixonado pela Boomer (o que o discurso deixa claro) e ele é um cylon, tecnicamente nada impede que eles fiquem juntos. E isso pode desequilibrar a balança. O Chief é fiel aos humanos, por sua família e seu trabalho. Agora, a Cally se foi, o Nicky virou uma possibilidade assustadora e ele foi banido do deck. Pergunta número 1: se ela estiver em jogo, o que ele vai fazer? Número 2: o que ELA vai fazer quando descobrir que ele é um cylon? Vai se entregar ao cara que ela realmente gostava ou vai ficar amarga e jogar na cara: “quando eu descobri e disse que não sabia, você não ficou do meu lado”? É, amigo, o mundo dá voltas, mesmo quando ele foi explodido em milhões de pedacinhos.

Não entendo as críticas ao Lee. Tá, ele foi bundão na terceira temporada, fato. Mas não está sendo nessa. Ele teve um papel essencial no estabelecimento das liberdades democráticas e eu juro que não entendo porque tem gente caindo matando nele. Achavam que a Roslin tava certa, é isso?

Enfim, um episódio mediano, sem “velocidade” nenhuma. Vamos esperar a semana que vem.

Por MJ

Abril 24, 2008

Eu sou o final cylon

Abril 23, 2008

Sen-sa-cio-nal

Por MJ

Abril 21, 2008

Para quem não precisa de legendas

Alguém na comunidade de Galactica no orkut postou esse link faz tempo e eu superaprovei. Para quem não precisa de legendas, vale a pena, porque não perde tempo baixando. A única coisa é que demora um pouco para subir, geralmente fica disponível só na manhã do sábado:

http://www.surfthechannel.com/show/television/Battlestar_Galactica.html

Tem outros seriados também.

Por MJ

Abril 21, 2008

De volta à ativa

Viajei à trabalho nas últimas duas semanas e não consegui passar por aqui. Assisti os dois episódios, é claro, mas não tive tempo para escrever. Vamos então aos meus comentários sobre eles, rapidinho, para a gente continuar com a vida no blog.

Six of One

Achei bacana, embora meio parado. Particularmente, não gosto dos episódios que focam muito nos cylons. Em geral, acho que a história fica mais interessante quando o vilão é mais misterioso. Tipo o primeiro “Alien”, que dava muito mais medo porque a gente não via o monstro. Depois ficou bobo.

Lembro da cena do “33″ em que a Cally pergunta “mas por que eles atacam de 33 em 33 minutos? Por que não 32 ou 34?”. Esse mistério foi uma das grandes graças da primeira temporada e ficar sabendo do que acontece dentro das naves lá, para mim, só tira a graça e dá sono.

A presidente está cada dia mais com a cara da Regina Duarte e me irrita profundamente. Mas a cena dela perdendo o cabelo foi tocante. Mary MacDowell sabe o que faz. A cena da Starbuck falando “mas que po**a, todo mundo tem que acreditar nas suas visões porque você é especial, mas você não acredita na dos outros?” foi o resumo do meu sentimento em relação à Roslin.

A Katee tá dando um show nesta temporada. Embora algumas pessoas digam que a Kara está “mimada”, eu discordo. Ela está desesperada, enlouquecida e a atriz mostra muito bem isso. Além de tudo, a cena com o Lee foi a coisa mais fofa, linda, doce e meiga que eu já assisti em muito tempo. Amor. (L)

A cena da despedida do Lee me fez chorar. Não, não precisa de muito para me fazer chorar, mas tudo bem.

Grande alegria do episódio: NUNCA MAIS LEE E DEE! Ufa! Chega desse casamento de conveniência por ambas as partes! E “Lee e Dee” é FODA!

The ties that bind

Meu episódio favorito até agora nesta temporada. Achei sombrio, diferente e corajoso. E, tchau, tchau, Cally a personagem mais irritante desde Jar Jar Binks. Os gritinhos dela me matam. Sensacional o momento em que ela se liga que o Tyrol é um cylon. Ha, aposto que você queria que ele estivesse tendo um caso agora, hein?? hahahaha

A nave da Starbuck tá sensacional. A caracterização dos personagens, a falta de iluminação, tudo deixa uma sensação de claustrofobia e falta de rumo. Não gostei da cena em que ela manda o Anders transar com ela. Primeiro, porque foi logo depois dela finalmente admitir que o casamento com ele era uma piada e a coisa toda pareceu inconsistente. Segundo porque é um comportamento típico da “velha” Starbuck, pré-Maelstrom, e eu realmente achei que ela tinha mudado (pra melhor ou pior, não sei, mas mudado).

Não entendi por que mandaram a Sharon na nave (além do fato de ela ser casada com o Helo). Tipo, por mais que eles confiem nela, ela tenha se provado, yadda yadda, ela é a ÚNICA que todo mundo tem certeza de que é cylon. Se você tem duas apostas para achar a Terra, vai garantir que tenha cylons nas duas? Pelo mesmo motivo, não entendi porque o Anders se voluntariou (além do fato de ele ser casado com a Kara). Ele não estava todo apavorado de mudar de lado sem querer, devido à programação? Vai brincar de procurar a Terra e arriscar levar os cylons para lá? Sei lá, não gostei.

A-do-rei a Tory. Personagem intrigante. A única dos quatro que está de fato pendendo para o “lado negro”.

Enfim, é isso. Vou tentar não ver spoilers para o próximo episódio.

Abril 8, 2008

O que eu não gostei

Na crítica sobre ‘He That Believeth in me’, o Bruno perguntou o que eu não gostei no episódio. Atendendo ao pedido, minha resposta.

Sinceramente, muito pouca coisa. Primeiro, óbvio, porque eu estava MUITO a fim de ver e quando você entrar no nível em que eu estou de obsessão é muito difícil encontrar defeitos (tenta me convencer que há alguma coisa errada com a trilogia Matrix? Pra mim não tem e eu vou dar nó em pingo d’água para explicar as coisas). Segundo, porque o episódio foi muito acelerado e parece que passou muito rápido.

Não cheguei a desgostar completamente de muita coisa. Sinceramente, na hora dos cultos ao Baltar eu fiquei meio entendiada. Reconheço que a idéia é legal, mas cada vez que parávamos o mistério da Starbuck para ver nego rezando, eu tinha vontade de pular a cena. Sem contar que eu não aguento mais ver o Baltar transando. Sério. Sério. Séééééério. “Ah, tá, agora é a hora que uma gostosa dá para o Baltar, blá, blá, blá”. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. That is SOOOOO first season.

Achei que o problema “Starbuck é uma cylon” foi resolvido rápido demais. Ah, tá, fizemos um testezinho aqui, que a  gente sabe que não funciona desde a primeira temporada, e você pode andar pelos corredores livre, lépida e faceira. Tudo bem, colocaram a escolta. Mas, como o final comprovou, a Starbuck é mais do que capaz de botar qualquer escolta pra dormir em cinco segundos. A única cena boa (aliás, excelente) que isso rendeu foi o Tigh lembrando que o teste não funciona. Ele tem CERTEZA que não funciona, porque não funcionou com ele, mas ele não pode se entregar. Com um só olhar, ele mostrar tudo isso e mais o quanto tem medo e pena da Kara numa só. O Michael Hogan é foda.

Achei a presidente meio “mandona” demais, mas acho que isso é o rumo da personagem mesmo. Senti falta da Dee, que voltou a ser personagem secundária, e de saber o que diabos foi feito do casamento do Apollo. Mas isso deve se resolver em breve.

Por fim, achei o episódio ótimo, mas acho que eu teria gostado MUITO mais se eu não tivesse visto tantos promos e spoilers. O impacto da cena do Tigh atirando foi completamente perdido em mim, porque eu já tinha visto tantas cenas com ele que sabia que era um sonho. Vou tentar ver menos spoilers agora.

Acho que é isso. E você, Bruno? O que não gostou? E vocês que passaram por aqui? Alguma coisa que não gostaram?

Por MJ

Abril 7, 2008

Brokeback Galactica

Cara, o poder da edição é TUDO!

Quase morri de rir com o vídeo abaixo.

Por MJ

Abril 6, 2008

He that believeth in me

No meio do caminho tinha um plantão e eu demorei para conseguir baixar o primeiro episódio da quarta temporada. Tudo bem, já que os próximos dois devo ver in loco na terra do tio Sam. Mas vai aí o que eu achei. Contém SPOILERS.

Para quem reclamou que a terceira temporada era muito parada, a quarta chega chutando a porta, no meio da maior batalha que o seriado já viu desde o primeiro episódio, que só ganha porque o mundo acabou. Vemos naves da frota sendo destruídas e efeitos especiais de tirar o fôlego. Aliás, essa pausa de um ano fez muito bem para a equipe de efeitos, os combates estavam mais reais, os ângulos mais ousados. A batalha foi linda, linda.

Em meio a um episódio cheio de ação, minha cena favorita foi uma das mais paradas. A que o almirante e o Lee conversam revendo a imagem do viper da Kara explodindo em mil pedaços. Primeiro porque é ótimo ver que os dois voltam às boas depois do final da temporada passada. Lee e Adamão são a única “família” que existia antes do fim das colônias e é muito triste que eles se distanciem. O “put them back on” do Adamão foi de partir o coração. Dá pra ver como ele se orgulha de ter um filho piloto. Mas a parte que mais me arrepiou foi quando Apollo manda: “e se fosse meu irmão a sair daquele cockpit? Faria alguma diferença se ele fosse um cylon?”.

É o cerne da questão em BSG: o que define um ser humano. E ver isso no Lee, um personagem que passou as três primeiras temporadas com o sangue quente quando o assunto eram os cylons é comovente. Ele foi um dos únicos que não engoliu 100% a nova Sharon. E ele confessar isso, de que amaria seu irmão mesmo que ele fosse um cylon (e, na entrelinha, de que amaria a Starbuck mesmo se ela fosse) é um avanço e tanto para o personagem, que pelo visto vai ter um papel de liderança importante nesta temporada.

A frase do Lee ecoa mais tarde, quando o Anders quase sai do armário e diz que se Kara fosse uma cylon desde o começo, isso não mudaria quem ela era e o amor que ele sente. Também ecoa o que Tigh anda rosnando para cima e para baixo: que ele decide de que lado ele está, independente do que seja. E toda a questão no centro de Galactica: afinal, o que é que nos faz humanos?

Em todas as guerras da humanidade, os soldados costumam desumanizar o inimigo. Os judeus não eram gente para os nazistas e o nazistas não eram gente para os Aliados. Os vietcongs não eram gente para os americanos, eram os charlies. No caso dos cylons, eles começaram como robôs, mas o que são agora? Se eles parecem humanos por dentro e por fora, sangram como humanos, pensam como humanos, sentem como humanos, sofrem, erram, se apaixonam, por que não seriam humanos? Porque mataram? Matar não é humano? Porque foram produzidos pela humanidade? Mas os bebês de proveta, os filhos da reprodução assistida, também não foram?

O que define humanidade? Se o seu irmão não fosse “humano”, isso mudaria as experiências que você teve com ele durante toda a sua vida? Mudaria o amor que você sente? Assim, do nada? É isso que Apollo parece estar entendendo, e, pelo olhar, até o almirante pára um pouquinho para pensar. Starbuck é obrigada a pensar nessas coisas na marra, porque até ela começa a duvidar do que é. Baltar já tem essas dúvidas há tempos e agora os quatro se juntam a ele. A única pessoa que parece determinada a continuar do jeito que as coisas estavam é Roslin, à beira da morte, e fica claro que até mesmo Adama está confuso, apenas seguindo suas ordens.

No mais, eu tenho medo do deus dos cylons. De arrepiar as cenas envolvendo o Baltar Jesus Cristo Superstar e o molequinho.

De resto, ficam as perguntas não respondidas e as novas perguntas:

- Ainda: o que diabos aconteceu com a Kara? Ela não parece estar mentindo, mas o que pode ter acontecido para ela pensar em seis horas e terem passado dois meses? E o seu viper? O que aconteceu?

- Qual é a das seguidoras do Baltar? Da onde surgiu isso? E por que diabos ele tem essa “linha direta” com deus?

- Por que os cylons se retiraram da batalha? Eles já enfrentaram o Anders antes, só não num viper. Por que só agora, depois do All Along the Watchtower, eles o reconheceram?

- Se a Six sente os final five “perto” porque a Athena parece que não? Por que ela nunca falou nisso?

Momentos favoritos, além da cena acima mencionada:

- A batalha inicial: Linda

- O Chief gritando com todo mundo no deck

- A cara desesperada da Tory se voltando para o Tigh: “alguma coisa pode ter mudado”

- O abraço do Lee na Kara

Por MJ

P.S. 1: É impressão minha ou o Baltar mudou o sotaque para o de Aerilon, que ele mostra num dos últimos episódios da terceira?

P.S.2: Engraçado como a gente nunca acerta nada com esse previews. Todo mundo pirando com a cena de uma battlestar sendo destruída e era uma nave da frota. Ha.

Abril 4, 2008

Matéria sobre Galactica

Escrevi uma matéria sobre Galactica para o canal de séries da Globo.com, o Séries Etc. A idéia era só dar um panoramão da série para quem nunca viu, sem entregar spoilers.

AQUI.

P.S.: É HOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOJE!

Por MJ

Março 31, 2008

Checkers green, call the ball

Dica de Renato Bueno, o videogameaddict.

Um grupo de viciados em BSG e em videogames montaram um simulador de vôo de Vipers.

Leia aqui. 

Eu quero.

Por MJ