Abril 8, 2008...2:06 pm

O que eu não gostei

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Na crítica sobre ‘He That Believeth in me’, o Bruno perguntou o que eu não gostei no episódio. Atendendo ao pedido, minha resposta.

Sinceramente, muito pouca coisa. Primeiro, óbvio, porque eu estava MUITO a fim de ver e quando você entrar no nível em que eu estou de obsessão é muito difícil encontrar defeitos (tenta me convencer que há alguma coisa errada com a trilogia Matrix? Pra mim não tem e eu vou dar nó em pingo d’água para explicar as coisas). Segundo, porque o episódio foi muito acelerado e parece que passou muito rápido.

Não cheguei a desgostar completamente de muita coisa. Sinceramente, na hora dos cultos ao Baltar eu fiquei meio entendiada. Reconheço que a idéia é legal, mas cada vez que parávamos o mistério da Starbuck para ver nego rezando, eu tinha vontade de pular a cena. Sem contar que eu não aguento mais ver o Baltar transando. Sério. Sério. Séééééério. “Ah, tá, agora é a hora que uma gostosa dá para o Baltar, blá, blá, blá”. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. That is SOOOOO first season.

Achei que o problema “Starbuck é uma cylon” foi resolvido rápido demais. Ah, tá, fizemos um testezinho aqui, que a  gente sabe que não funciona desde a primeira temporada, e você pode andar pelos corredores livre, lépida e faceira. Tudo bem, colocaram a escolta. Mas, como o final comprovou, a Starbuck é mais do que capaz de botar qualquer escolta pra dormir em cinco segundos. A única cena boa (aliás, excelente) que isso rendeu foi o Tigh lembrando que o teste não funciona. Ele tem CERTEZA que não funciona, porque não funcionou com ele, mas ele não pode se entregar. Com um só olhar, ele mostrar tudo isso e mais o quanto tem medo e pena da Kara numa só. O Michael Hogan é foda.

Achei a presidente meio “mandona” demais, mas acho que isso é o rumo da personagem mesmo. Senti falta da Dee, que voltou a ser personagem secundária, e de saber o que diabos foi feito do casamento do Apollo. Mas isso deve se resolver em breve.

Por fim, achei o episódio ótimo, mas acho que eu teria gostado MUITO mais se eu não tivesse visto tantos promos e spoilers. O impacto da cena do Tigh atirando foi completamente perdido em mim, porque eu já tinha visto tantas cenas com ele que sabia que era um sonho. Vou tentar ver menos spoilers agora.

Acho que é isso. E você, Bruno? O que não gostou? E vocês que passaram por aqui? Alguma coisa que não gostaram?

Por MJ

2 Comentários

  • MJ,

    Concordo c/ você, essa fase do Baltar foi meio chatinha, mas vamos ver no que vai dar. Confesso também que nunca fui muito fã do Lee, às vezes parece ter uma certa crise de identidade quando está ao lado do pai, sei lá… Por outro lado, Adama me pareceu um pouco confuso, talvez por causa de seus sentimentos por Roslin. E também concordo quando disse que Roslin estava meio mandona, mas deve ser a válvula de escape que ela encontrou depois do aconteceu no julgamento do Baltar e na volta do câncer. E Starbuck? Assim, com poucos diálogos, sem tentar entender o que está acontecendo, ela simplesmente segue seus impulsos, quebra a cara do pessoal e depois aponta a arma p/ a Presidente? Pode parecer que não tenha gostado do episódio, mas foi justamente o contrário. Afinal, depois de tanto tempo, como não gostar? Nunca assisti nada igual à BSG! Só achei que as coisas aconteceram muito depressa, principalmente depois daquelas cenas iniciais fantásticas! Esse episódio na verdade deveria ser de duas horas. Pensando bem, acho que todos os episódios deveriam ter duas horas e a temporada deveria ser apresentada durante o ano todo…
    So Say We All!

  • Acho que agora a crítica tá completa.
    Eu sempre tenho um exercício quando vejo ou leio algo que sou fã: ao terminar penso no que gostei e no que não gostei. Isso sempre me deixa mais lucido sobre meus gostos.
    No caso de Battlestar, tenho dificuldade em não gostar de algo. Gosto de quase tudo, como você.
    Mas acho que tem dois problemas, um mais localizado e um mais global:
    1) Não foi muito convicente a transformação do Baltar de Político/Cientista para Messias. É claro que desde a primeira temporada (acho que no Hand of God) Baltar é impulsionado a se tornar profudamente religioso. Mas como essa religiosidade passou dele para as pessoas é um mistério ainda. Claro que tem gente que crê e adora gente de todos os tipos, mas normalmente, para que uma pessoa seja adorada ela precisa de manifestar publicamente a sua relação com divindade, e pelo que vi nos episodios anteriores, acho que os escritos do Baltar eram só políticos. Não gostei muito apenas porque foi um algo que não apareceu muito justificado.
    2) Eu tenho alguma restrição com o personagem do Lee. Ele é muito incerto. Mas acho que isso vai finalmente melhorar a partir de agora.
    No mais, parabéns pelo blog.
    Continuarei olhando sempre procurando suas atualizações!
    Abraços

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